terça-feira, 18 de março de 2014

Reforçar a tensão de "5 Volts" para as portas USB

Aumentar a eficiência das portas USB

Mais potência elétrica para as portas USB

Como todos os bons conhecedores de hardware sabem, as portas USB (na verdade os chips que geram as sinalizações elétricas para as portas USB) utilizam-se da tensão de 5 volts para poderem funcionar. Tensão esta liberada pelo próprio sistema de alimentação elétrica do hardware da máquina, seja ela uma Desktop, Notebook, Netbook. Ou então, de algum outro equipamento que disponibilize portas USB, como alguns modelos de carregadores para Notebooks, por exemplo, ou então, equipamentos que fazem uso da portas USB – impressoras, por exemplo.
No entanto, quando um equipamento – um Notebook, por exemplo – já está bem usado com mais de dois ou três anos de uso, todo o seu sistema elétrico interno para alimentação do mesmo já não conta com toda a potência elétrica de quando era novo.
Isto ocorre devido ao uso forçado do equipamento (para jogos, por exemplo), aquecimento interno elevado, e pelo desgaste natural (ou forçado) de seus respectivos componentes eletroeletrônicos internos.
Pela ordem os componentes eletroeletrônicos mais exigidos no uso de máquinas desktops, notebooks e netbooks, são estes: capacitores, transistores, diodos, varistores, cristais, e outros componentes que compõem o sistema elétrico do equipamento.




Com isto, muitos dispositivos externos que são conectados nas suas respectivas portas USB e que fazem uso da tensão de 5 volts, como os HDs e leitores/gravadores de CD/DVD externos, por exemplo, (imagem acima, círculos na cor vermelha), já não são detectados de forma rápida como antes, e às vezes, nem mesmo esses dispositivos são detectados pelo sistema operacional Windows sendo preciso reiniciar a máquina.
O problema se torna mais problemático ainda quando são utilizadas todas as portas USB da máquina ao mesmo tempo, e também, quando se utiliza dispositivos conhecidos por hubs USB que não contam com alimentação própria, dispositivos esses que expandem a quantidade de portas USB para serem utilizadas (imagem acima, círculos na cor verde).
Aqui, a idéia é criar um cabo reforçador para a tensão de 5 volts utilizada por todas as portas USB, principalmente quando estão sendo compartilhadas. Este cabo será ligado a um conector Molex de uma fonte de alimentação do tipo ATX, sendo que esta fonte pode ser um modelo já usado – como exemplo, veja a imagem abaixo.
Para ligar a fonte fora do computador basta ligar o fio verde à um dos sete fios pretos do conector de 20/24 pinos para alimentação da placa-mãe, usando para isto um clipe dobrado. Esta fonte ATX além de alimentar o cabo reforçador da tensão de 5 volts, também alimentará HDs externos, drives leitores e gravadores de CD/DVD quando necessário – como bem mostra a imagem acima.
Como as fontes ATXs – mesmo as usadas, porém, funcionando perfeitamente – são muito mais potentes que as fracas fontes para dispositivos externos (HDs e drives leitores e gravadores de CD/DVD, por exemplo), com isto a eficiência desses dispositivos é bem superior, principalmente em dispositivos que fazem uso dos cabos USB no modo Powered (mais detalhes sobre esta técnica aqui mesmo nesta matéria).

Observar os seguintes detalhes:

A> Ao conectar o cabo reforçador de tensão de 5 volts numa porta USB do equipamento – de um Notebook, por exemplo –, ou numa porta de hubs USB (círculos na cor verde na imagem acima) que estejam compartilhando sinalização elétrica, automaticamente todas as portas USB compartilhadas entre elas serão energizadas (reforçadas) com esta tensão de 5 volts, tensão esta obtida da fonte de alimentação ATX (imagem abaixo).




B> Desta forma qualquer equipamento que esteja compartilhando alguma porta USB deste Notebook, também será beneficiado com esta tensão de 5 volts que chega até este Notebook via cabo USB reforçador de tensão. Resumindo: Esta tensão de 5 volts será passada de porta para porta USB e de dispositivo para dispositivo.

C> Em algumas máquinas deve-se conectar o cabo reforçador da tensão de “5 volts” numa porta USB somente depois do equipamento – um Notebook, por exemplo – já ligado, e com o Windows carregado na memória. Caso contrário a máquina não ligará devido ela entender que já está pré-energizada com a tensão de +5 volts SB (Stand By), ou seja, que já está pronta para ser ligada.

Características técnicas do bus USB
Agora, antes de ensinarmos como fazer o cabo reforçador da tensão de 5 volts para as portas USB, vejamos abaixo mais informações sobre o versátil bus (barramento) USB e sobre as respectivas portas USB.

USB (Universal Serial Bus)
Este barramento consegue conectar – externamente ao computador – uma série de periféricos como mouses, modems, teclados, monitores, joysticks, scanners, impressoras, câmeras digitais, drives removíveis, alto-falantes, hubs, adaptadores para saída de som, etc., mas desde que os mesmos suportem a tecnologia USB (Universal Serial Bus ou Barramento serial universal).
O bus (barramento) FireWire (criado pela Apple, mais detalhes no link abaixo), sendo muito mais rápido que o USB e que foi adaptado (bus IEEE1394) e que substituiria o bus USB, utiliza um cabo (e conectores) de 6 fios/6 vias. Já o USB (vrs. 1.0) utiliza um cabo (e respectivos conectores) de 10 fios/vias (internamente) e de 4 vias externamente (imagem abaixo), isto quando o dispositivo utilizar um fonte de alimentação externa.


O USB foi criado exclusivamente para substituir as portas seriais e paralelas, porém, devido as suas infinitas utilidades, adaptabilidade e versatilidade ele se tornou o bus mais utilizado entre todos os bus. Com isto, sistemas operacionais como o Windows 95 OSR2 (este lançado depois do surgimento do bus USB – mais detalhes no link abaixo); o Windows 98, Windows Millennium, o Windows 2000, e principalmente, todas as versões superiores do Windows suportam de longa data a tecnologia USB.


O interessante no USB é que ele aceita conexões simultâneas até 254 periféricos (127 em cada porta USB) em série, usando um dispositivo conhecido hub (Central) USB. E, mais ainda, pode-se conectar ou desconectar os periféricos com o computador ligado.




Velocidade nas transferências
A velocidade nas transferências de dados pelo barramento USB, na versão 1.0, é de aproximadamente 12,5 Mb/ps (binários) ou 13.107.200 (bits decimais por segundo) ou cerca de 1,5 MB (binários) (1.572.864 Bytes decimais). Velocidade esta cerca de 100 vezes mais rápida que das antigas portas seriais, e dez vezes mais rápidas que as portas paralelas operando no modo SPP (Standart Parallel Port ou Porta Paralela Padrão).
A versão 2.0 do USB veio para substituir a versão 1.0, que opera com freqüência de clock de 10 MHz decimais, com largura de 10 bits (1 Byte e 2 bits) e com taxas de transferências de dados numa velocidade de 12,5 Mbits ou cerca de 1,5 MBytes por segundo. Atualmente o USB já está na versão 3.0.

Versão 2.0 do USB
A versão 2.0 do USB está sendo projetada para operar com freqüência de clock de 36 e 48 MHz decimais, com largura de 10 bits e suportará taxas de transferências de dados numa velocidade de transferências de dado mínima de 360 e máxima de 480 Mbits (45 MB e 60 MB, respectivamente). Ou seja, velocidades cerca de 30 à 40 vezes mais  rápidas  que  a da  versão 1.0.

Transferências 30/40 vezes mais rápido
Já na versão 2.0, o barramento USB opera com 36 MHz binários por segundo.  Opera ainda com a largura de 10 bits (1 Byte e 2 bits ou 1,25). Como já foi citado, o bus USB suporta até 254 dispositivos pendurados nele, mas desde que se utilize componentes centrais (Hubs USB), para as conexões entre os dispositivos (veja na imagem abaixo um modelo de Hub USB de 4 portas).
Nesta versão 2.0, as taxas de transferências de dados fluirão numa velocidade mínima de 360 Mb/ps binários por segundo (36 MHz x 1,25=45 MB x 8 bits=360 Mb, e numa velocidade máxima de 480 Mb binários por segundo (48 MHz x 1,25 =60 MB x 8 bits= 480 Mb/ps)).
Nesta versão 2.0 do barramento USB, pode-se observar que houve um aumento no desempenho de 30 a 40 vezes em relação a versão 1.0. Isto porque, na versão 1.0, são necessários 8 ciclos por segundo para se transferir uma certa quantia de dado, enquanto que na versão 2.0, as transferências são realizadas utilizando um ciclo apenas por segundo para se fazer as transferências.

Modo USB Powered
Este termo USB Powered (fio vermelho do USB energizado – imagem abaixo como exemplo) diz respeito a alimentação para o dispositivo (um HD externo, por exemplo) conectado na máquina (um Notebook, por exemplo), que será feita pelo próprio cabo USB (via fio de cor vermelha), cabo este que também estará encarregado de fazer as transmissões de dados entre os dispositivos.




Neste caso não será necessário usar uma fonte de alimentação externa, já que a tensão de 5 volts para alimentar o dispositivo (ou dispositivos) será retirada do próprio Notebook.
Contudo, esta alimentação “Powered” via cabo de dados USB (fio de cor vermelha) nem sempre supre (em potência elétrica, ou seja, em corrente elétrica) as exigências de dispositivos mais exigentes por potência, como os HDs externos e leitores/gravadores de CD/DVDs externos.
Observar nesta imagem acima que o fio de cor amarela (linha que transporta a tensão de 12 volts da fonte até o HD, por exemplo) foi cortado (anulado eletricamente), já que o cabo reforçador da tensão de 5 volts não utilizará esta linha de alimentação de 12 volts. Esta linha amarela deverá ser isolada para que não venha a tocar em alguma parte metálica do computador da própria fonte.

Suporte aos dispositivos
Na interface do USB propriamente dita, criada pela Intel e embutida na placa-mãe ou numa placa de expansão, só pode ser conectados dois dispositivos USB (quando há duas portas USB), e não 127 diretamente como muitos pensam.
Para se conectar 20 dispositivos USB, por exemplo, deve-se conectar – nas duas interfaces ou portas USB da placa mãe (na traseira do computador) – dois hub USB de 10 portas cada, totalizando assim 20 saídas (ou 20 portas) USB. Nesses dois hub USB pode-se conectar agora – em forma de cascata – mais dois hub USB de 10 portas cada,  totalizando 38 portas.
De cascata em cascata, chega-se à utilizar até 254 dispositivos USB. Para os micros que não possuem saídas USB existem placas adaptadoras PCI para o upgrade do USB. Também já existe um adaptador para se conectar, por exemplo, uma impressora que exija uma porta paralela, mas você prefere usar a impressora na porta USB.

Ligações no Conector
As ligações feitas no conector interno do USB nas placas-mãe mais antigas seguem a seguinte ordem (é um conector de 10 vias, sendo 5 vias de cada lado):

>Lado A – Do lado “A” você verá os pinos 1, 2, 3, 4 e 5 (imagem abaixo).




>Lado B – Do lado “B”1 você verá (em frente aos pinos 1,2,3,4 e 5, respectivamente) os pinos  6 (1/6), 7 (2/7), 8 (3/8), 9 (4/9) e o 10 (5/10).
Veja na primeira imagem acima (círculos em verde) um exemplo de conexões USB (rede de dispositivos USB) quando se utiliza um, dois (ou mais) hubs USB

Ligações dos fios no USB, vrs. 1.0 e 2.0
Como podemos ver na imagem abaixo, inicialmente o USB na versão 1.0 usava conector de 10 pinos e dez fios, posteriormente passando a usar 8 fios, ou seja, dois fios para a linha de tensão 0 (Zero ou Terra).
Geralmente as ligações elétricas dos fios condutores de tensão de alimentação de dispositivos USB e também do transporte de dados (na versão 1.0 e 2.0), nos conectores USB, conectores estes embutidos na própria placa-mãe e em outros dispositivos, seguem esta ordem:

Pinagem no USB vrs. 1.0
>Pino 1 – Fio de cor vermelha (Red) é para o tráfego de sinais da tensão elétrica de +5 volts, do tipo Vcc (Voltage Continue Current ou Corrente contínua da voltagem).
>Pino 10 – Fio de cor vermelha (Red) é para o tráfego de sinais da tensão elétrica +5 volts, do tipo Vcc (Voltage Continue Current ou Corrente contínua da voltagem).
>Pino 2 – Fio de cor branca (White ou escrita) é para o tráfego de sinais de dados de recepção (-Data ou Dados de retorno).
>Pino 9 – Fio de cor branca (White ou dados de Escrita) é para o tráfego de sinais de dados de recepção (-Data ou Dados de retorno).
>Pino 3 – Fio de cor verde (Green) é para o tráfego de sinais de dados de transmissão (+Data ou Dados enviados).
>Pino 8 – Fio de cor verde (Green) é para o tráfego de sinais de dados de transmissão (+Data ou Dados enviados).
>Pinos 4, 5, 6 e 7 – Fios de cor preta (Black) é para o tráfego da sinalização de Terra (GND ou Ground).

Já para as ligações dos fios condutores do USB (nas versões 2.0 e 3.0) no conector USB, conector este embutido na traseira do computador e hubs USB e que liga à placa-mãe (ou mesmo embutido na placa-mãe). Seguem esta ordem (conector de 4 pinos):

>Pino 1 – Fio de cor vermelha (Red – terceira imagem acima) é para o tráfego de sinais da tensão elétrica de +5 volts, do tipo Vcc (Voltage Continue Current ou Corrente contínua da voltagem).
>Pino 2 – Fio de cor branca (White ou escrita) é para o tráfego de sinais de dados de recepção (-Data ou Dados recebidos).
>Pino 3 – Fio de cor verde (Green) é para o tráfego de sinais de dados de transmissão (+Data ou Dados enviados).
>Pinos 4 – Fio de cor preta (Black) é para o tráfego de sinais de dados de Terra (GND ou Ground).

USB versão 3.0 – Muito mais velocidade
Inquestionavelmente a velocidade nas transferências de dados na versão 3.0 do bus USB (e respectivas portas e cabos – imagem abaixo) é muito mais rápida isto porque – a partir desta vs. 3.0 –, a velocidade nas transferências de dados entre as portas USB é algo como 4.8 Gbps (Gigabits de dados por segundo). Ou seja, dez vezes mais rápido que a versão 2.0. Nesta velocidade, para o sistema serão 600 MBps (Megabytes de dados por segundo), contra 60 MBps da vs. 2.0.



Também ao contrário das versões anteriores, os cabos para esta mais nova vs. contarão com oito fios condutores, quatro à mais que as versões anteriores. Já quanto ao número de contatos (pinos) elétricos externos, estes – por enquanto – continuarão sendo os mesmos quatro das versões anteriores para efeito de compatibilidade entre as versões disponíveis.
Como poderemos ver na matéria do link abaixo, conectores para USB na vs. 3.0 operam com dois estágios de pinagens e, conseqüentemente, para toda sinalização elétrica. Primeiro estágio é o externo contando com os mesmos quatro contatos (pinos) elétricos; e o segundo estágio que é o interno, contando com oito contatos (pinos) elétricos.
Observar que partir deste estágio interno toda a pinagem, todas as sinalizações elétricas e todas as transferências internas serão aproveitados na íntegra, isto caso as transferências de dados estejam ocorrendo entre os dispositivos que suportam a vs. 3.0.
Mais detalhes e informações sobre os conectores (macho/fêmea, A e B) para o bus USB na vs.3.0; sobre as pinagens dos mesmos, e principalmente, sobre toda a sinalização elétrica utilizada nesta vs. 3.0 você vê na imagem acima – e também neste link abaixo.


Nesta vs. 3.0 do USB, os conectores e o respectivos cabos utilizam 9 pinos e 9 fios (imagem acima) para as sinalizações elétricas, sendo que 4 fios condutores são para o tráfego de dados. Aqui, no USB vs. 3.0, 2 fios são para as transmissões (fios StdA_SSTX- e StdA_SSTX+) e 2 fios para as recepções (fios StdA_SSRX- e StdA_SSRX+); mais os 4 fios para o USB 2.0 (para efeito de compatibilidade entre elas), e 1 fio para a sinalização de referência “0” (zero), o sinal Terra.

Mais informações sobre o bus FireWare e USB nas verão 2.0 e 3.0 no link e na tabela abaixo.




Nota:
Esses quatros fios para a comunicação USB é padrão para todas as portas USB, não importando o tipo do equipamento que disponibiliza portas USB, seja ele um computador, Notebook, Netbook; um carregador para Notebook com uma saída USB disponibilizando a tensão de 5 volts, TVs, etc.

Montagem do cabo reforçador
A montagem deste cabo não envolve nada complicado, aliás, é bem simples de ser montado. Para isto basta obter um cabo power adaptador (veja a imagem abaixo) para ligar HDs SATA (ou drives de CD/DVD SATA) em fontes mais antigas que não contam com os respectivos conectores power SATA. E também, obter um cabo USB usado para as transferências de dados entre a impressora e o computador (imagem abaixo).
Em seguida cortar o conector SATA do cabo power adaptador, e também cortar o conector tipo “B” do cabo USB usado para conectar na impressora (imagem abaixo).
Você também pode aproveitar as duas pontas do cabo USB cortando-o no meio, desta forma você construirá um cabo reforçador duplo (imagem abaixo). Fazendo isto podemos aproveitar a ponta “A” (conecto A) e também a ponta “B” (conector B). Usando adaptadores para dispositivos USB podemos converter uma ponta “A” para uma ponte “B”, e vice-versa. A criatividade de cada um fará a diferença.
Agora é só ligar e isolar com espaguete retrátil (veja a imagem abaixo) ou com fita isolante os fios, de cor vermelha e de cor preta. Se você costuma trabalhar com solda este cabo reforçador terá mais garantia na ligação dos dois respectivos fios soldando-os.
Com relação ao espaguete retrátil, neste deve ser usado uma fonte de calor (um isqueiro, por exemplo) para aquecê-lo para que ele fixe a isolação. Mais informações sobre esses espaguetes neste link abaixo.


Para dar uma aparência profissional ao cabo use um espaguete que envolva o cabo power adaptador e o cabo USB. Desta forma o fio amarelo (nulo), os fios pretos, os fios vermelhos e as duas respectivas ligações ficarão escondidas, dando maior resistência ao cabo reforçador da tensão de 5 volts – veja a imagem detalhe na imagem abaixo). Como podemos ver, fazer extensões e adaptações com cabos USB é bem mais fácil do que muita gente pensa.

OBS. Muito importantes:

A> O aterramento elétrico
Toda alimentação elétrica para um sistema informatizado que envolve computadores Desktops, Notebooks, Netbooks e outros dispositivos – como podemos ver na primeira imagem desta matéria –, este sistema será muito mais eficiente, estável e seguro quando o mesmo estiver ATERRADO corretamente.




B> A sinalização Terra.
E isto vale diretamente para as portas USB e respectivos cabos que fazem parte deste sistema, pois os mesmos contam com o respectivo pino e fio (na cor preta) para a sinalização elétrica de referência “0” (zero), sinalização esta conhecida por (Gnd - Ground ou de Terra). Veja nesta imagem abaixo um exemplo de sistema elétrico residencial corretamente instalado e aterrado.

C> Proteção total
O aterramento elétrico além de proteger os usuários de computadores contra possíveis choques, também protege TODOS os dispositivos de possíveis surtos de picos que ocorram na rede elétrica; de possíveis curtos-circuitos e também contribui diretamente para diminuir o consumo de energia. Mais informações sobre este assunto proteção neste link abaixo.


D> Os curtos-circuitos
Os curtos-circuitos são gerados na rede elétrica quando as tomadas e interruptores estão com os contatos danificados, isto ocorre ao introduzir um plug macho numa tomada fêmea. Também as quedas de galhos de árvores e pedaços de metais na linha elétrica geram curtos-circuitos graves. E os curtos-circuitos geram picos e ruídos na rede, assim como as descargas atmosféricas (raios) também geram picos (os piores de todos) que podem queimar dispositivos eletroeletrônicos ligados a rede elétrica, principalmente quando a rede não está aterrada.

E> Componentes danificados
Devido a esses inúmeros curtos-circuitos que ocorrem na rede elétrica – e diariamente –, são gerados também inúmeros picos e ruídos (sujeiras) na rede elétrica e que a curto ou em longo prazo, eles vão danificando os componentes eletroeletrônicos dos equipamentos, principalmente das fontes dos computadores e respectivos HDs.




F> Picos e ruídos
Os picos ocorrem na rede elétrica – e ocorrem com muita freqüência – quando se usa dispositivos elétricos que contam com motores de indução (geram picos indutivos) como os liquidificadores, por exemplo. Os picos também são conhecidos por Spikes, isto porque eles são pontiagudos como pregos. O simples fato de conectar um cabo power do computador ou um carregador já conectado no equipamento – um Notebook, por exemplo – numa tomada elétrica, é o suficiente para gerar picos e ruídos na rede elétrica (imagem abaixo).

G> Economia de energia
E um sistema elétrico ATERRADO corretamente estará protegido contra todos os curtos-circuitos, picos e sujeiras que ocorrem diariamente na rede elétrica da residência e da rua. E mais ainda, o aterramento elétrico contribui diretamente para a economia de energia.

H> Os efeitos dos curtos-circuitos
Além dos curtos-circuitos gerarem picos e ruídos na rede elétrica, eles também contribuem diretamente para instabilidade na rede, aumento no consumo de energia, cortes rápidos, variações na tensão elétrica, surtos de tensão (ligamento e desligamentos de dispositivos que usam motores indutivos), distorções na harmônica da tensão (ondas senoides irregulares), entre outras.




Mais informações sobre os efeitos nocivos dos curtos-circuitos – com maior ou menor intensidade – você pode obter acessando o link abaixo.




                                                                  Por: Jkbyte


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sinalização elétrica, analógica e binária

Geração da sinalização elétrica

Geração da sinalização binária

A mega expansão da informática


Com a mega expansão da informática e tudo que está ligada a ela, expansão esta à nível mundial principalmente e mais ainda com popularização da Internet. E a comunicação digital também está ligada diretamente à informática, isto porque todos os sistemas informatizados só operam com sinais digitais binários – comunicação digital pura por meio de circuitos eletrônicos também digitais.
Contudo, como muitos podem pensar o sistema de comunicação “digital” não é recente. Aliás, este sistema já é bem antigo que, segundo pesquisadores na área de comunicação, dizem que a comunicação digital teve seu início com os sistemas de comunicação codificados por pulsos elétricos já nos primeiros sistemas de comunicação por telegrafia – com o “Código Morse”, por exemplo, criado em 1844. Mais informações sobre o “CM” nos links indicados abaixo:




Quanto a comunicação utilizando o sistema de sinalização elétrica “analógica” (técnica de comutação para transmissão), surgiu por volta de 1876, com a invenção do sistema de telefonia, por Alexandre Graham Bell. Um sinal elétrico analógico sofre variações contínuas (veja um exemplo nesta imagem acima) de acordo com as variações que ocorrem na “amplitude” e na “freqüência” do sinal do carrier (portadora) – os das ondas sonoras, por exemplo.
Um aparelho de telefone comum, por exemplo, com a sua cápsula fonocaptadora (também conhecida por electreto, uma pequena peça de metal com cargas elétricas armazenadas depois de ser aplicada voltagem sobre a mesma, no processo de fabricação), transforma todas as ondas sonoras (energias sonoras) que chegam até o electreto em sinais analógicos.
Esses sinais (os analógicos) variam em amplitude, ou seja, na intensidade que se está recebendo ou transmitindo, e na freqüência, ou seja, na qualidade do sinal que permite distinguir os sons (voz) de quem fala do outro lado da linha, e na altura.

Dispositivos Modems
Atualmente o meio de comunicação para conexões à Internet, por exemplo, via linha discada da empresa Telefônica e dispositivo Modem comum – interno (via placa), on-board (via placa-mãe) ou externo (via dispositivo ligado numa interface serial). E, ainda, via banda larga com tecnologia Speedy, modo de conexão disponibilizado pela Telefônica/Vivo, sendo que o dispositivo utilizado é o Modem ADSL (Assymetric Digital Subscribe Line ou Linha digital assimétrica por assinatura). Mais informações sobre esses Modems nos links abaixo.




Contudo, a linha (cabeamento) do sistema telefônico opera com sinalização do tipo “analógica” e as centrais do sistema de telefonia atual, os servidores de provedores de acessos à Internet e todo o sistema de computação envolvido, operam com sinalização digital pura. Ou seja, com tensão digital binária com variações de valor máximo (High) “1” (bit 1) e mínimo (Low) “0” (bit 0).

Transmissões de sinais de dados
No caso das transmissões de sinais de dados disponibilizados por um Modem (via linhas telefônicas de voz, por exemplo), o formato utilizado é de “dados analógicos” (ondas sonoras) e sinais analógicos com impulsos elétricos com freqüência mínima de 300 Hz e máxima de 3.600 Hz (filtrada pelo circuito do Modem – veja exemplo na imagem abaixo).
Na transmissão da voz humana, que é audível na faixa de 300 a 3.400 Hertz, a cápsula detectora e fonocaptora (embutida no aparelho telefônico) de ondas sonoras (dados analógicos puros), os sinais de voz serão convertidos em impulsos elétricos para que estes possam ser transmitidos pelo par de fios da linha telefônica, principalmente às longas distâncias.




Já no caso da transmissão de dados digitais do computador, como a transmissão será feita por meio da linha telefônica e pelo par de fios, toda sinalização digital manipulada pelo computador terá que ser convertida pelos circuitos internos do Modem (imagem acima), para sinalização analógica, utilizando-se técnicas de modulação e demodulação eletrônica.
Observe por esta imagem acima que agora toda sinalização referente aos dados digitais binários que estava no formato digital – no computador “transmissor” (à esquerda) –, está sendo transmitida pela linha telefônica no formato de dados analógicos. O Modem no computador “receptor” (à direita) terá a função de converter novamente para o formato digital binário, para que o sistema possa manipulá-los.
Embora esta técnica seja um pouco antiga, mas continua sendo a mais barata e bem eficiente também, principalmente quando se utiliza sistemas de banda larga – vários canais de amplitude, freqüência ou fase da linha telefônica comum.
Um exemplo deste sistema atualmente é o Speedy da Telefônica/VIVO, para as conexões à Internet. No caso das conexões a Internet via sistema Speedy, utiliza-se dispositivos (Modems ADSL) com tecnologia de eletrônica digital e analógica avançada, pois também fazem as respectivas “modulações” dos sinais (digitais/analógicos) que trafegam por eles, com altas taxas na transmissão e alta velocidade também.

Geração da sinalização elétrica
Os sinais elétricos digitais são gerados a partir de uma seqüência de impulsos elétricos, sendo que o sinal está sempre “mudando” de valor (intensidade) a todo instante, ou seja, de um valor especificado para mais (High ou alto – bit 1 ou +12 volts, por exemplo) ou para menos (Low ou baixo – bit 0 ou -12 volts).
A tensão binária ocorre devido aos circuitos eletrônicos digitais – interfaces seriais, por exemplo – operarem com dois níveis (ou estados) de sinais elétricos digitais, sendo o nível alto (High) a tensão de +12 volts (tensão positiva), por exemplo, e nível baixo (Low) a tensão de -12 volts (tensão negativa), por exemplo – veja exemplo na imagem abaixo. Nos meios técnicos e com relação a tensão binária utilizada por todos os circuitos elétricos do computador, o valor “High” ou bit “1” é o nível alto, também conhecido por On (sinal ligado ou ativo no circuito), e o valor “Low” ou bit “0” é o nível baixo, também conhecido por Off (sinal desligado ou inativo o circuito por microssegundos ou até nanosegundos).




Nestes dois casos, se diz que o circuito opera com corrente elétrica nos circuitos (sinal ON) e sem corrente (Off). Ou ainda, com tensão digital alta e sem tensão digital baixo trafegando pelo circuito ou chip. No sistema de numeração binária, cada digito binário é expresso como sendo um bit e, matematicamente, são expressos como valendo 0 (Off) e 1 (On). Numa numeração binária, por exemplo, esta numeração é representada por uma seqüência de valores específicos como 0s (zeros) e 1s (uns).
Como o valor “binário” exemplo que se vê nesta imagem acima:
1 00 1 0 11 0 11 00 111 0, gerando um valor de 16 bits (9 On e 7 Off) ou 2 bytes; valor em Decimal 38606; em Hexadecimal 96CE; e no formato Octeto 113316. Neste caso, a tensão elétrica da sinalização “digital” só poderá mudar (para alto ou para baixo) quando atingir o valor definido (mínimo ou máximo), e que será utilizado pelo circuito. A “amplitude” (a extensão ou o campo atingido pela vibração ou oscilação) dos pulsos de sinais varia no modo de dois valores, que podem ser: positivos, nulos e negativos e, ou então, positivos e nulos; positivos e negativos; ou nulos e negativos.
Já com relação aos sinais do tipo “analógicos”, estes sofrem variações continuamente de tensão elétrica que possui características particulares, como ter um valor mínimo (Low) e máximo (High), como ocorre com a sinalização digital. Como um exemplo simples de sinalização analógica pura, é a tensão elétrica alternada de 110 v. ou 220 v. que alimenta as tomadas da maioria das residências brasileiras e que utiliza ondas senoidais (veja a imagem abaixo como um exemplo).
Esta tensão opera na freqüência de 60 Hertz. Com a freqüência de 60 Hz para a sinalização elétrica analógica da corrente alternada, pode-se também usá-la para transportar sinais de sintonização de TVs (por meios de placas de dispositivos adaptadores) e até mesmo para transferências de sinais de dados digitais binários – transmissões entre computadores. Ou seja, fazer trocas de informações numa pequena rede doméstica local e até acessar a Internet (com computadores compartilhando conexões), por meio destas redes de computadores via rede elétrica residencial e comercial.
Neste tipo de rede, os computadores contarão com os respectivos dispositivos (ou circuitos adaptadores/separadores de sinais de tensão e dados) que farão as devidas conversões dos sinais de dados. Ou seja, a conversão dos sinais de dados no formato de sinal digital binário – que sai do computador transmissor – para o formato de sinal analógico da rede elétrica (veja a imagem abaixo), que trafegarão pelo meio físicos de transmissão. Neste sistema no caso, o par de fios elétricos que transporta a corrente elétrica alternada (AC) de 110 ou 220 volts.




Também no computador receptor existe um dispositivo adaptador/separador de sinais que separará os sinais elétricos de dados dos sinais elétricos (corrente) da rede elétrica, e converterá todos os sinais de dados analógicos que chegam do computador transmissor, para sinais de dados digitais binários que serão manipulados pelo computador receptor.
Porém, neste sistema de rede de computadores via rede elétrica, os dispositivos que utilizam a tecnologia PLC (Power Line Communication ou Comunicação por linha elétrica) transmissores/receptores operam com a freqüência de 4,3 a 20,9 MHz/os. Ou seja, a freqüência de 60 Hz é ampliada para freqüência que os dispositivos necessitam para funcionarem. Isto é possível devido a freqüência “analógica” atingir valores infinitos em seu espectro.
Veja neste link ( http://www.hardware.com.br/artigos/internet-rede-eletrica/ ) um modelo exemplo e completo para se montar este tipo de rede com computadores via rede elétrica.

Meios de comunicação/transmissão
Antigamente, nos primórdios da linha telefônica, utilizava-se como meio físico de comunicação e transmissão, os longos cabos (como ainda ocorre hoje, mas com cabos finos e de qualidade superior). Porém, com os grandes avanços nas áreas tecnológicas relacionadas com os sistemas de comunicação e da telefonia, os meios físicos para transmissões de qualquer tipo de informação (imagens, dados, sons, etc.), principalmente as grandes distâncias, não se limitam aos postes, cabos, fios e centrais telefônicas operando com dispositivos eletromecânicos de comutação lógica por meio de relés.
Atualmente encontram-se centrais telefônicas totalmente informatizadas, ou seja, com equipamentos fabricados puramente com semicondutores e circuitos eletrônicos digitais de última geração, não só para a comutação dos sinais de dados digitais ou analógicos. Mas incluindo-se no sistema todo de operação das modernas centrais telefônicas, os supermodernos e potentes computadores.
As sinalizações analógicas (entrada e saída - imagem abaixo) e os meios físicos de transmissões atualmente utilizados são os cabos de fibra óptica, sinais de microondas (pelo ar ou por cabos), por antenas parabólicas e por meio de satélites, dispositivos sem fios, entre muitos outros disponíveis no expansivo mercado de telecomunicações modernas, com tecnologias atualizadas e totalmente informatizadas.




Embora os equipamentos utilizados nas centrais telefônicas sejam super modernos, eles ainda continuam a reconhecer os antigos sinais por pulsos elétricos (não é impulsos por freqüência elétrica), do padrão decádico. Os pulsos elétricos são gerados por meios de dispositivos eletromecânicos, ou seja, relés que geram os sinais elétricos por meio de toques mecânicos seguidamente (um-após-outro), sendo transmitidos via cabos de cobre sólidos à pequena, média e grandes distâncias.
Outros detalhes que se deve ter em mente, como ensina a mídia especializada, é que:

1> As “informações” não são dados digitais binários; 2) Os “sinais elétricos” (digitais ou analógicos) não são dados; 3) Os “dados” nem sempre são digitais. E neste contexto todo – meio confuso também – resumindo-se esses três parâmetros técnicos, tem as seguintes características determinantes:

2> Os “dados” representam todas as informações no formato digital (nos computadores, por exemplo) ou no formato analógico (nas linhas telefônicas externas, por exemplo), que os equipamentos (digitais ou analógicos) podem manipulá-los e disponibilizá-los para o sistema.

3> Os “sinais” representam os dados, pois sem os sinais elétricos (sinais de freqüência, por exemplo) os dados não podem ser transmitidos, até mesmo manipulados pelos circuitos digitais ou analógicos (comunicação de dados interna e externamente). Isto porque os “sinais” são gerados por meio de impulsos elétricos e ondas eletromagnéticas digitais, e com características técnicas definidas e de natureza elétrica útil – nos computadores, por exemplo. Também os sinais analógicos possuem características técnicas definidas e de natureza elétrica útil – nos sistemas de telefonia externa, por exemplo.
As ondas eletromagnéticas com características técnicas definidas ou não definidas, mas com natureza elétrica inútil (as do tipo INTERFERENTE). São aquelas geradas por dispositivos comutadores de altas freqüências, as que são geradas no próprio cabeamento elétrico (de redes de computadores) e que operam com altas velocidades e altas taxas de dados (digitais ou analógicos) nas transmissões.
Como exemplos, os sistemas de computação geram ondas eletromagnéticas definidas e interferentes, de característica digitais. Já os circuitos de uma TV e dos monitores de vídeo analógicos (ou outros equipamentos, como os osciloscópios, etc.) que operam com tubos de raios catódicos ou cinescópio, geram altas ondas eletromagnéticas definidas e interferentes, mas de característica analógica, que causam fortes interferências em dispositivos próximos à eles e até neles próprios – quando estão próximos um do outro.

3> Como os “dados” podem ser gerados e transmitidos tanto no formato “digital” como no “analógico”. Eles podem ser do tipo “digital” quando gerados no sistema computacional e, ou do tipo “analógico”, quando gerados em sistemas de telefonia, nos monitores de vídeo analógicos, na  radiofonia, ou em outros equipamentos que manipulem dados analógicos.




Amplitude, Freqüência e Fase
Toda sinalização elétrica analógica depende diretamente de suas três principais características técnicas, como da Amplitude (extensão do campo à ser atingindo pelos sinais em direção ao dispositivo receptor – veja a imagem abaixo); da Freqüência (intensidade do número de ciclos – ou períodos – de uma forma de onda que ficará ativa regularmente e se repetindo ciclicamente no tempo de um segundo, de 1 Hertz à bilhões de Hertz); e da Fase (parte do processo e período de alteração entre um valor de sinal – ou ciclo – e outro). Por esta imagem acima podemos ver a mudança da fase “positiva para negativa” num tempo máximo de 8,33 ms (milésimos do segundo).
No caso da tensão (sinal) alternada de 110 v. – que inicia um ciclo (onda) sempre à partir do “0” (exemplo na imagem acima) –, esta opera com uma fase positiva (ativa) e outra fase que tem como referência a tensão (sinal) “0” (zero), que muitos a chamam de neutra, nula, negativa ou terra, por estar ligada ao “terra” da companhia.
Na verdade esta tensão de referência “0” não é neutra, nula e muito menos “negativa” (de terra até que sim). Isto pelo seguinte: para que ela seja uma tensão “negativa” ela terá que estar com um valor também “negativo”, ou seja, com o valor abaixo de um valor “0” de sinal. E um valor “zero” não é negativo, e sim, um valor de referência da tensão e da corrente elétrica, referindo-se à um estado lógico de partida da tensão elétrica alternada (veja a imagem acima) e ao estado de um sinal elétrico digital, desligado (Off) ou baixo (Low), na sinalização elétrica digital.
Como exemplo, podemos citar a tensão de -5 v dcc (direct continue current) pelo fio branco, pino 9 nas fontes do tipo AT, e pino 18/20 nas fontes ATX de 20/24 pinos – atualmente não é mais usado nas ATX 24 pinos; e a tensão de -12 v dcc (direct continue current) pelo fio azul, pino 4 nas fontes do tipo AT, pino 12/14 nas fontes ATX com conector ATX de 20/24 pinos respectivamente (imagem abaixo).
Além desses fios, tem os fios e pinos que levam o sinal GND (Ground ou Terra) como referência “0”, fios pretos e pinos 5, 6, 7 e 8 na AT; e 3, 5, 7, 15, 17, 18, 19 e 24 nas fontes ATX 24 pinos. Neste caso a tensão de -12 v está abaixo do sinal zero, veja o sinal de menos -, e mais informações neste link abaixo.






A utilização da sinalização analógica é muito abrangente, principalmente quando se utiliza meios de comunicação de dados, na forma de sinais analógicos, a grandes distâncias, já que ela trafega livremente pelo ar. Como exemplos são os sinais analógicos retransmitidos pelas antenas retransmissoras das emissoras de TVs, que chegam até as antenas receptoras dos inúmeros aparelhos de TVs existentes no país todo Brasil e até fora dele. O mesmo ocorre quando as retransmissões/recepções são feitas por meio de antenas parabólicas e vias satélites que, neste caso, utilizam-se os sinais de microondas (ondas elétricas microscópicas) analógicas.
Num aparelho de telefone celular transmissor, por exemplo, quando se fala no mesmo as ondas sonoras (dados analógicos naturais e audíveis) são convertidas para sinais de dados analógicos eletrônicos (filtrados). Em seguida – no interior do próprio aparelho celular, pelos seus circuitos eletrônicos –, são convertidos para sinais dados digitais, para serem filtrados, codificados e preparados para serem recebidos pelo aparelho receptor sem erros.
Novamente os sinais de dados serão convertidos na saída do aparelho celulares transmissor para ser transmitido pelo meio físico ar até a antena mais próxima (antena local), já no formato de sinais de dados analógicos eletrônicos. E da antena local, utilizando-se dos sinais de microondas para a respectiva transmissão, os dados serão transmitidos para antena local do receptor. O aparelho receptor receberá os sinais e os converterá para ondas sonoras, para que a pessoa que recebeu a ligação possa interpretar aquilo que a outra pessoa lhe transmitiu.
Porém, todos esses processos de conversões (modulação e demodulação) são feitos em questão de microssegundos, portanto, são “imperceptíveis” para quem está ligando ou recebendo a ligação. Também as transmissões que são feitas por meio de antenas parabólicas e satélites, utilizam a sinalização analógica manipulada eletronicamente. Contudo, o tipo de sinal utilizado é de microondas que opera na faixa de centenas de Megahertz (centenas de milhões de Hz).

Modo de operação das linhas telefônicas
Como citado anteriormente, as linhas telefônicas no modo discadas, foram preparadas para “transmitir” e “receber” sinais com somente nível de voz (ondas sonoras direcionadas). Ou seja, para transmitir sinais analógicos com freqüência de operação entre 300 Hertz e 3.600 Hertz (3,6 KHz). Na verdade essas linhas telefônicas estão preparadas para operarem com até 1024.000 Hz (1 MegaHz) por segundo, que é a soma de 256 canais de 4 KHz cada, e utilizando-se cabeamento especial (fibra óptica, por exemplo) e sinalização também especial (microondas).
Pela sua própria natureza as linhas cabeadas para transmissões de sinais de telefonia por meio do cabeamento de cobre já nasceram lentas, e devido as “gambiarras” existentes nas caixas de distribuições de sinais (veja exemplo nesta imagem abaixo) elas se tornam mais lentas ainda – sem mencionar o cabeamento que bem precário em muitas localidades.
Portanto, não se pode ter conexões de Speedy rápidas e sinais de voz e estáveis usando “gambiarras” nas linhas cabeadas.





Operando com 256 canais de freqüência permite taxas de transmissões na velocidade de 64 Kbps. Ou seja, operando com “2” amplitudes com codificação de 1 bit; “2” canais com freqüência 8 KHz cada (2 x 4 KHz) e “16” fases com amostragem ou codificação de 8 bits (8 KHz x 8 bits x 1 bit=64 Kbps), e à 8,192 Mbps. Ou operando com “2” amplitudes com codificação de 1 bit; “256” canais com freqüência de 4 KHz cada (256 canais x 4 KHz=1.024 KHz) e “16” fases com amostragem ou codificação de 8 bits (1.024 KHz x 8 bits x 1 bit=8,192 Mbps).
No caso da transmissão de sinais de voz (ondas sonoras), sinais de dados analógicos (incluindo sons, imagens fixas e móveis – vídeos, por exemplo) na velocidade de 57.600 bits por segundo, utilizando-se um Modem (padrões v.90/92) e pela linha telefônica discada. Neste caso, o Modem operando com “2” amplitudes com codificação de 1 bit; “2” canais com freqüência 7,2 KHz cada (2 x 3,6 KHz) e “16” fases com amostragem ou codificação de 8 bits (7,2 KHz x 8 bits=57,6 Kbps).
E devido as maioria das centrais telefônicas modernas serem totalmente informatizadas, ou seja, equipadas com equipamentos tolamente digitais (computadores e outros dispositivos necessários) e as linhas telefônicas externas (meios físicos de transmissão) serem analógicas, mas praticamente todas as linhas estarem equipadas com cabeamento telefônico últramoderno.
Com isto possibilita-se fazer transmissões no modo discado simples com taxas de até 64 Kbps, utilizando a técnica de 2 “amplitudes” com codificação de “1” bit; técnica de alteração da “freqüência” para 2 canais dos 256 disponíveis de 4 KHz cada (8 KHz, 2 x 4 KHz) e 16 “Fases” com codificação de 8 bits. Portanto, 8 KHz x 8 bits x 1 bit, porém, como os Modems seguem padrões internacionais de sincronização e codificação de dados, eles operam com taxas de transmissões de 57,6 Kbps apenas.

                                                                Por...: Jkbyte