quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A verdadeira função do programa “Setup” do BIOS

DISPARIDADE: Não é a BIOS, e sim, programa BIOS

POST (Power On Self Test – Ligar/Testar e Inicializar)
 

Atualmente está sendo feita muita confusão – aliás, sempre aconteceu isto – sobre o que seria e qual a função do programa “Setup” do programa “BIOS”.

Isto porque são poucos que conhecem a verdadeira função do programa Setup, e a grande maioria dos usuários de PCs, inclusive técnicos em hardware – e até mesmo os professores de informática –, ensinam errado por também terem aprendido também erradamente.

Tecnicamente não é correto chamar o chip com memória EPROM e/ou com Flash ROM, de a BIOS. Isto porque é no chip com memória EPROM (Flash ROM nas placas-mãe modernas) e que muitos o chamam de erradamente de a BIOS, que se encontra gravado o programa BIOS. Na imagem abaixo vemos alguns exemplos de chips com memória EPROM ou com memória Flash ROM com os respectivos programas BIOS gravados.










BIOS (Basic Input/Output System ou Sistema Básico de Entrada e Saída). No chip com memória EPROM (ou Flash ROM) também se encontra gravado mais dois softwares.



Notas:

O Mestre e Professor Laércio Vasconcelos (( http://www.laercio.com.br/ )) sempre escreveu em seus ótimos livros sobre hardware que o programa BIOS é do masculino, portanto, deve-se pronunciar o BIOS – já a pronúncia no Inglês é algo como: bai-os (programa Talk It! – http://ziggi.uol.com.br/tag/baixar-talk-it).



Disparidade

Outra “disparidade” que ouvimos de profissionais (se dizem esta disparidade não podem ser chamados de profissionais em informática) é com relação ao seguinte: “Entrar na bios”.

Ninguém acessa; ninguém edita e muito entra no programa BIOS, nem mesmo os profissionais da Intel ou da AMD. O que pode ser feito por profissionais com aparelhos próprios (ditos gravadores de EPROM) para esta finalidade, é programar ou gravar um novo programa BIOS num chip com memória EPROM ou FlashROM.






OBS. importantes:

Não existe um único programa BIOS para todos os dispositivos de hardware, isto porque as PCBs (Print Circuits Boards ou Placas para circuitos impressos) para HDs, impressoras; como também para chips de vídeo Onboard, placas de vídeo para slots PCI, placas aceleradoras gráficas modelos tais como:

Placas de vídeo PCI (modelos antigos), placas aceleradoras gráficas AGP, placas aceleradoras gráficas PCI-Express; placas de rede (um exemplo na imagem abaixo, que pode ser instalado um chip com memória FlashROM), e muitos outros dispositivos utilizados nos hardwares dos computadores também possuem seus respectivos programas “BIOS”.

E esses programas “BIOS” não são controlados diretamente pelo programa “BIOS” principal da placa-mãe, e sim, são intercambiáveis – isto é, trocam informações em tempo real.








Quando o PC conta com 4 GB de memória instalada e ao ligá-lo vemos na tela do monitor o valor 4096 MB. Aqui, esta quantidade de memória RAM é gerenciada pelo controlador integrado no programa BIOS (principal) da placa-mãe.

Agora, quando o PC conta com uma placa gráfica instalada (PCI, AGP ou PCI-E) e esta placa conta com 2 GB de memória RAM, e ao ligar o PC vemos na tela do monitor o valor 2048 MB – não vemos o valor 4096 MB. Aqui, esta quantidade de memória é gerenciada pelo controlador integrado no programa BIOS da placa gráfica, que toma a frente do controlador integrado no programa BIOS (principal).



Programas e funções extras



POST (Power On Self Test ou algo como Auto-teste automático quando se liga/reinicia o computador). Mais informações mais abaixo.



Setup (Set Up ou Instruções configuradas e sendo executadas na memória SDRAM, instruções estas gravadas no chip CMOS).

Aqui, este serve para se fazer configurações personalizadas do hardware no chip CMOS Setup. E é neste chip CMOS – mais precisamente na memória SDRAM deste – que fica gravada uma cópia do pequeno programa chamado de Setup, e neste estão todas as configurações personalizadas e realizadas – manual ou automaticamente – no programa “CMOS Setup”.

No chip CMOS encontra-se também um pequeno circuito referente ao relógio em tempo real RTC (Real Time Clock) e ao ADC (Actual Date Calendar ou Calendário com data atualizada).

Vejamos aqui, então, qual a verdadeira função do famoso programa Setup do BIOS – na verdade uma cópia rascunho do programa BIOS. Dá mesma forma que o aplicativo “Regedit.exe” é o editor do “Registro” dos Windows, este (o Registro) sendo o maior banco de informações (códigos e instruções do Kernel) sobre os sistemas operacionais Windows.

Como um exemplo apenas, somente a chave “HKEY_CLASSES_ROOT” (veja a imagem abaixo) no PC em que esta matéria estava sendo escrita contava (sem espaços entre elas e exibidas pelo programa Notepad++) com mais de “130.000” linhas de instruções.








Neste caso, o programa “Setup” é o editor básico do programa BIOS (Basic Input/Outiput System ou Sistema de entrada e saída de informações ou códigos de instruções), sobre os hardwares já integrados nas placas-mãe – vídeo on-board, por exemplo. Ou então, dispositivos que serão conectados nas placas-mãe – uma placa gráfica, por exemplo.

E como é no “Registro” que está registrado o maior banco de informações sobre o sistema operacional Windows Sevem (W7), por exemplo, ou seja, sobre o que ele dá suporte – programas de 32 ou 64 bits, por exemplo.

Também é no programa “BIOS” que está o maior banco de informações sobre todos os dispositivos de hardwares que ele dá suporte, como por exemplo: chips (de som, rede, vídeo, etc.) on-boards já integrados na placa-mãe, e também, os dispositivos (placa de som, de rede, vídeo) off-boards que serão instalados na placa-mãe.

Portanto, quando acessamos Setup do programa BIOS – na verdade quando editamos este – estamos na “editando” determinadas informações que foram gravadas (cópia) na pequena memória SDRAM, e que são permitidas manipulá-las, informações estas gravadas numa pequena memória SDRAM, memória esta integrada no chip CMOS.

Como no caso do Registro do Windows que nem todas as informações desse maior banco de dados podem ser editadas, no programa BIOS ocorre o mesmo, ou seja, nem todas as informações desse maior banco de dados sobre o hardware do PC podem ser editadas – ou modificadas.



Programas POST, Setup, BIOS – e CMOS

Vejamos aqui o que significa estes termos relacionados diretamente com os programas POST, Setup, BIOS e tecnologia CMOS.



POST (Power On Self Test)

Este termo se refere ao auto-teste que o programa BIOS faz na inicialização da máquina, com a finalidade de verificar como os componentes e periféricos do hardware se comportarão depois da máquina ligada ou resetada. A memória ROM (EPROM e FlashROM, por exemplo) existente na placa-mãe, normalmente possuem 64 KB  (65.536 bytes) ou mias nas placas-mãe mais antigas.

Porém, possuem capacidade bem acima de 512 KB nas placas-mãe mais modernas. Isto quando a tela do programa CMOS Setup é mostrada em modo gráfico, ou seja, no modo WinBIOS.

Além de armazenar o programa BIOS esta memória ROM também armazena o programa de diagnóstico do PC chamado de “POST” (Power On Self Test ou Ligar o PC e executar o auto-teste na memória).

Veja nesta imagem abaixo toda a rotina básica de testes na inicialização da maioria das máquinas até a execução do sistema operacional Windows, na memória RAM – na verdade, na memória RAM Estendida.








SetUp - Set, de instruções já gravadas numa pequena memória RAM integrada no hip CMOS; e Up, de alterar ou ajustar esses determinadas configurações já gravadas na memória RAMCMOS.

Portanto, a palavra “Setup” é formada pela junção de outras duas palavras: Set e up. O mesmo ocorre com a palavra “Chipset” – junção de outras duas palavras: Chip e set (veja abaixo mais informações sobre o termo Chipset).



Exemplo:

Se no programa BIOS de uma determinada placa-mãe não está gravado as respectivas informações para o suporte de um determinado dispositivo integrado nesta – USB na versão 3, por exemplo –, mesmo o chipset contando com os respectivos controladores internos, isto que dizer que o Chipset não dá suporte ao USB 3.









Veja na imagem abaixo os recursos (em verde) que o programa BIOS suporta e os que ele não suporta (em vermelho). Nesta mesma imagem abaixo podemos ver a data do BIOS e o respectivo tamanho do mesmo, que é de1024 KB (KiloByte), ou mais precisamente, 1 MB (MegaByte).



ChipSet (Chip Set)

Este termo se refere ao conjunto dos dois principais chips (Chip North bridge ou Ponte Norte, e chip South bridge ou Ponte Sul) de todos que são encontrados numa placa-mãe, desde um modelo antigo para receber processadores i386, por exemplo, até para os mais recentes modelos de processadores – um Quad Core, da Intel ou da AMD.

E o chipset depende diretamente das informações gravadas no programa BIOS para poder fazer (ou controlar) com que todo o hardware existente na placa-mãe opere de forma compatível e estável.

Na verdade a palavra “ChipSet” possui duplo significado, pois ela é composta por duas palavras distintas numa só, como: “Chip” que se refere ao circuito (CI – Circuit Integrate ou Circuito integrado eletronicamente digital) propriamente dito, e “Set”, que se refere ao grande conjunto de instruções que são integradas nos respectivos chips (chip North bridge e South bridge). Também pode significar “Auto/Set” ou “Auto/Ajustar” configurações.








Como podemos ver na imagem mais abaixo, tudo (ou quase tudo) que entra e sai (dados binários) passam pelo “Chipset”, este formado pelos chips Nb (North bridge) e Sb (South bridge), respectivamente.

Principalmente pelo NB, que faz a ponte direta entre o próprio Sb (via barramento local), com a memória (via bus da memória) e com o processador (via bus FSB – Front Side Bus ou Barramento Superior Frontal ao processador). É neste chip “Nb” que estão todos os chips controladores on-boards, como por exemplo, o controlador de som, de rede, de vídeo, e outros.

Ainda observando atentamente esta imagem abaixo, chegamos a conclusão de que a memória e o processador (principalmente este) ficam totalmente dependentes do ChipSet (chips Nb e Sb) e, caso um modelo de placa-mãe conte com um chip South bridge problemático, por exemplo – que foi mal projetado eletronicamente ou que esquenta demais –, o sistema todo funcionará de forma bem instável (isto se funcionar) gerando diversos problemas, inclusive corrompendo os dados que passam por ele – vindo do HD, por exemplo.

Como bem exemplifica a imagem abaixo, todo o tráfego de dados que entram (Input) e saem (Output) no sistema passam pelo chip “Sb”, menos os dados que trafegam pela memória e pelo sistema de vídeo AGP ou PCI-Express (placas aceleradoras gráficas AGP 8x e, ou as placas aceleradoras gráficas PCI-Express x16). Porém, TODOS dependem DIRETAMENTE dos controladores integrados no chip “Nb” para poder se comunicarem com o processador – ou processadores.

Para se ter idéia do tamanho da importância do Chipset para o sistema todo, especialmente para qualquer modelo de processador – inclusive os modelos mais recentes já desenvolvidos com dois, três, quatro ou mais núcleos.

O desenvolvimento do chipset (chips North e South bridge) ocorre de forma simultânea ao desenvolvimento do respectivo modelo de processador. E como atualmente é a Intel (arquitetura Intel) e a AMD (arquitetura AMD) os maiores desenvolvedores de processadores para computadores de todo o planeta, os chipsets são desenvolvidos seguindo normas tecnológicas, eletrônica, elétrica e binária das respectivas arquiteturas, já que a arquitetura da Intel é totalmente diferente da arquitetura empregada pela AMD para a fabricação de seus processadores.

Portanto, é errado dizer que a placa-mãe (ou o processador) não suporta um determinado modelo de placas aceleradoras gráficas PCI-Express x16, por exemplo. Na verdade é o chipset que conta (ou não conta) com recursos (sets ou instruções controladoras internas) para que determinada placa-mãe dê (ou não) suporte ao sistema de vídeo PCI-Express x16, por exemplo.










Antes do surgimento do bus AGP e PCI-Express, o sistema de vídeo utilizava o barramento PCI de 32 bits, portanto, todo o tráfego de dados relativos ao vídeo era obrigado a passar pelo chip “Sb”, como bem mostra a imagem abaixo. Com isto as transferências de toda a sinalização do vídeo – gerada no computador para o monitor – ocorrem de forma bem mais lenta.



BIOS – (Basic Input/output System)

Este termo se refere ao sistema básico de entrada e saída para que o computador dê sinal de vida. O programa BIOS “era” um pequeno programa (não é um chip) gravado num chip com memória ROM nos micros mais antigos; ou numa FlashROM nos micros modernos, memória esta embutida no chipROM.

Atualmente o programa BIOS – com o desenvolvimento de novas tecnologias para o hardware potente dos computadores modernos – deixou de ser um programa básico, isto porque programas BIOS de computadores modernos são bem complexos e com uma grande quantidade de instruções e códigos de entrada e saída.

Veja na primeira imagem acima modelos de chipsROM onde o programa BIOS é gravado na memória ROM/Flash integrada nestes chips. Aliás, chips de memórias ROM (chips EPROM, FlashROM, por exemplo) não necessitam ser energizadas como os chips de memória RAM – chips CMOSRAM, por exemplo, onde fica gravado o programa Setup.



ATENÇÃO:

A principal função do programa BIOS é dar vida a PLACA-MÃE. Ou seja, inicializá-la quando se liga a mesma fora do gabinete diretamente a uma fonte de alimentação, mesmo não tendo a bateria, não tendo a memória RAM, e muito menos um sistema operacional instalado. Quando há memória RAM vemos na tela do monitor o programa básico em branco e preto sendo carregado na memória RAM. Atualmente neste programa básico vemos até imagem em baixa resolução – PCs da Positivo, WinFast, SempToshiba, por exemplo.

Se sua máquina não dá sinal de vida e o defeito não está na fonte, não está no processador e nem está na memória RAM, é porque o conteúdo do programa BIOS está corrompido, foi alterado erradamente ou foi apagado.

É o programa BIOS que controla o teclado, vídeo, unidades de discos, portas seriais, portas paralelas, etc.

Quando se liga a máquina pela primeira vez, o processador processa o programa BIOS ao mesmo tempo em que é criada uma cópia padrão do programa BIOS e esta cópia é copiada para uma pequena memória SDRAM no chip CMOSRAM Setup e, em seguida, copiada para a memória SDRAM principal.








Nota:

Se sua placa-mãe parou de funcionar porque o programa BIOS dela foi corrompido e, ou então, o chip contendo a memória FlashROM (imagem acima, a esquerda) não funciona mais. Neste caso, basta retirar o chipROM bom com cuidado para não danificar nenhum terminal de contato do mesmo (imagem acima, a direita) de uma placa-mãe morta e substituir o chipROM danificado da sua placa-mãe.

Na verdade, sem ser feita esta cópia para a memória RAM principal a máquina não inicializa, caso a máquina esteja sem a memória SDRAM principal instalada, mesmo que conte com um HD e o sistema operacional corretamente instalado. Em máquinas modernas, quando se retira a bateria que alimenta a pequena memória SDRAM no chip CMOS Setup, a máquina somente exibe uma mensagem do programa Setup (mensagem esta carregada na memória principal) na tela dizendo que não há bateria.

Portanto, não podendo armazenar a cópia do BIOS na memória SDRAM CMOS Setup para, em seguida, armazenar uma cópia da memória SDRAM CMOS Setup na memória SDRAM principal. Assim, quando se configura parâmetros no CMOS Setup está-se configurando esta cópia do programa BIOS.



CMOS (Complementary Metal Oxide Semicondutor).

Este termo se refere ao chip CMOS onde existe uma pequena memória RAM que é alimentada por uma bateria de Lithum de 3.2 volts, modelo 20x32, ou seja, 20 mm. de diâmetro circular por 3.2 v. – nesta imagem abaixo vemos vários modelos de bateria.

Neste mesmo chip CMOS encontra-se também dois pequenos circuitos, um referente ao relógio em tempo real RTC (Real Time Clock) e o outro ao ADC (Actual Date Calendar ou Calendário com data atualizada).

Veja nesta imagem acima três modelos de bateria, sendo que o modelo de bateria à esquerda (de cor azul, bateria de Níquel) é recarregável pelo próprio sistema quando fica descarregada.

O modelo do centro (no formato de moeda, de Lithium) deve ser trocado a cada dois anos aproximadamente. Já o modelo da direita chega a durar  mais de  dez  anos.

Na pequena memória RAM está gravado um pequeno programa, chamado de Setup (Configurar/Reconfigurar), onde se grava as configurações realizadas pelo usuário. Retirando-se a bateria a pequena memória RAM é limpa, ou seja, todas as configurações feitas são apagadas, técnica conhecida por CLEARCMOS.








Como a pequena memória RAM não é energizada (está sem a bateria), todas as vezes que se liga o PC o processador processa uma nova cópia rascunho padrão do programa BIOS para esta pequena memória RAM, ou seja, com informações de fábrica referente ao hardware da placa-mãe.

Pode-se também usar esta técnica via jumper CLR RAMCMOS (Clear CMOS ou Limpar a pequena memória RAM). Para isto basta inverter a posição do jumper de 1-2 para 2-3 e contar até dez para, em seguida, retorná-lo para a posição inicial, ou seja, 1-2.

Não encontrando um jumper com a respectiva função, retirar a bateria e curto-circuitar (por cinco segundos) os terminais positivo (+) e negativo (-) do conector da respectiva bateria. Em determinadas placas-mãe, o clear é realizado invertendo-se a posição do jumper de 2-3 para 1-2. Outra opção é usar programas com a função de limpar a memória RAM que armazena as configurações no CMOS Setup, como o BIOS.EXE e o KILLCMOS.EXE.

A tecnologia CMOS complementa (ou completa) tecnologias como a TTL-LpS (Transistor-Transistor LogicLow power Shotsky). Ou seja, que opera com transistor para transistor somente e de alta velocidade na partida (quando se liga a máquina), baixo consumo de energia, com corrente de 8 mA, na freqüência de 40 MHz e 5 volts.

Já a tecnologia TTL-LpS é um aperfeiçoamento da tecnologia TTL, de extrema importância na elaboração de circuito digitais utilizados em minicomputadores e de utilização em grande escala. Também se utiliza a tecnologia IIL (Integrated Injection Logic ou Lógica por injeção integrada).

A tecnologia IIL é um aperfeiçoamento tecnológico da tecnologia CMOS, aperfeiçoamento este relacionado somente com a velocidade na freqüência de clock, já que opera com 15 MHz e a CMOS com 10 MHz.



Memórias do tipo ROMs

As memórias do tipo ROMs (Read Only Memory ou Memória apenas para leitura) não perdem seus dados quando são desligadas.Também são ligadas à uma fonte de corrente elétrica para serem lidas pelo processador, porém, não necessitam de corrente para manter os dados armazenados.

É a memória ROM que armazena o BIOS dos PCs mais antigos, um 286 por exemplo. As memórias ROMs também não permitem receber dados  internos ou externos durante seu uso normal. No quesito velocidade as memórias ROM são bem lentas, pois operam com tempo de acesso entre 150 e 200 ns.



Memórias do tipo PROMs

Este termo se refere do tipo de memória PROM (Programmable ROM ou ROM Programável, termo mais usado) sai de fábrica sem nada gravado, podendo ser programada uma única vez para, em seguida, ficar para somente leitura. Sendo produzidas apagadas, os fabricantes de programas podem gravar – ou queimar a memória a PROM.



Memória do tipo EEPROM (Electric  Enhanced Programmable Read-Only Memory)

Este termo se refere a um novo tipo de memória (também volátil) que pode ser apagada (e reagravada novamente) usando para isto a sinalização elétrica adequada. Este tipo de memória foi muito utilizado nos chips BIOS de placas-mãe, impressoras, etc.

Atualmente o programa BIOS de placas-mãe é gravado nas memórias Flash ROM. A EPROM (Erasable PROM ou ROM Programada e Apagável) pode ser programada ou gravada e também apagada. Veja na primeira imagem acima um modelo de chip EPROM no formato PLCC (Plastic Loadless Chip Carrier ou algo como Adaptador na forma de chip com pequena quantidade de plástico).








Possuindo uma janela de vidro, são apagadas por meio de raios ultravioletas de alta potência emitidos por aparelhos conhecidos por “apagadores de EPROM”. Além da EEPROM, utiliza-se a E2EPROM, que significa Electrically 2 Erasable Programmable ROM (Read Only Memory). Ou seja, Memória eletricamente programada para leitura, que pode ser apagada e reescrita mais de duas vezes.



Memória tipo FlashROM

Este tipo de memória Flash ROM não é queimada como ocorre com a PROM e a EPROM. Pode ser regravada inúmeras vezes usando processos eletrônicos especiais. As placas-mãe modernas utilizam a memória FlashROM para armazenar e atualizar o programa BIOS. Com isto, pode-se fazer o upgrade do BIOS quando necessário.

Este tipo de memória foi desenvolvido na década de 80, mas somente à partir de 1993 é que passou-se à utilizá-lo para armazenar o programa BIOS das placas-mãe – quando do lançamento dos primeiros processadores Pentium.

Além dos computadores, utiliza-se memória FlashROM em telefones celulares, gravadores de áudio, secretárias eletrônicas, câmeras de vídeo do tipo digital, etc.

Especificamente num sistema computacional, a memória Flash ROM é encontrada num chip na placa-mãe, na placa de vídeo, no modem, placa de rede (quando operando com boot remoto). Em placas de interface controladora SCSI, nos módulos de memória – aquele pequeno circuito integrado de oito terminais (imagem acima) –, e entre muitos outros dispositivos modernos que utilizam este tipo de memória não volátil.



                                                                           Por: Jkbyte


quinta-feira, 29 de novembro de 2012


Mais velocidade para as conexões de Rede e Speedy

Melhorar a conexão banda larga

Cabo telefônico para o Modem DSL

Se você se conecta a Internet via banda larga – serviço Speedy da Vivo/Telefônica, por exemplo – é possível melhorar a qualidade da conexão fazendo o seguinte, ou seja, seguir as dicas descritas nos passos abaixo. Infelizmente este serviço (conexão banda larga da Vivo/Telefônica) ainda utiliza e depende diretamente do lento – e bem precário em muitas regiões – sistema de cabeamento de cobre, cabeamento este que limita o que já é bem limitado. Se você acha que não, vejamos:
Numa transmissão na velocidade de 100 Mbps (100 milhões de bits por segundo) pelas interfaces (circuitos) integradas nas placas de rede e nos dispositivos utilizados em redes (Modem DSL, Roteadores, por exemplo), o sistema que receberá esta transmissão recebe em bits por segundo.




Já as linhas para as transmissões dos sinais telefônicos (sons de vozes) e sinais para a banda larga (sons e vídeo) nunca que operam nesta velocidade de 100 Mbps, apenas as interfaces e cabos de redes CAT (Categoria 4 para cima).
Porém, todos os sistemas informatizados – computadores dos usuários e computadores das centrais telefônicas, por exemplo – só operam com “bytes” por segundo, ou seja, no modo paralelo com pacotes de 8 bits cada.
Portanto, o sistema (no caso da interface da placa de rede do primeiro computador) que transmitiu os 100 Mbps teve o trabalho de converter os pacotes de “bytes” (8 bits cada) para bits individuais, e o sistema (interface da placa de rede do segundo computador) que recebeu os 100 Mbps teve o trabalho de converter – novamente – esses mesmos pacotes de “bits” para bytes, para que este segundo computador possa usá-los.
Como cada pacote de byte é formado por “8 bits” cada, os 100 Mbps (ou 100.000.000 de bits) transformou-se em apenas 12.5 MBps (12.5 Milhões de Bytes por segundo). Para mais detalhes ver os cálculos abaixo:

100.000.000 / 8 / 125.000 / 1000 (1 Kbps)=12.5 Mbps

Neste contexto, quando se adquire o serviço Speedy na velocidade de “1 Mbps” (ou 1.000.000 de bits por segundo), na verdade esta velocidade está (ou deveria estar) no meio de transmissão – no caso, o arcaico cabeamento de cobre das linhas de transmissões –, e não no sistema final que realmente no interessa.
E "1.000.000 / 8 /125000 / 1000 (1 Kbps)=125 Kbps", isto é, pouco mais do dobro dos 57,6 Kbps das conexões discadas. Veja na imagem acima um exemplo de como o Modem DSL opera numa conexão banda larga com serviço do Speedy, por exemplo. Nesta imagem tudo está certinho e bem feito, porém, não é o que acontece nas linhas de transmissões da Vivo/Telefônica – basta conferir numa imagem mais abaixo. Caso você queira testar a velocidade de sua conexão a Internet basta acessar este link abaixo:


Melhorar as transmissões de banda larga
Com algumas dicas de ajustes podemos melhorar a qualidade das transmissões e conexões ditas banda larga que, no Brasil, ainda falta muito para honrar este nome.

1> Depois de tudo instalado no Windows e pronto para se conectar a Internet, reiniciar o PC em Modo seguro do Windows.

2> Já na área de trabalho em Modo seguro clicar com o botão direito do mouse no Meu computador, clicar na opção “Propriedades/Hardware/Gerenciador de dispositivos e expandir o item Adaptadores de rede”, desativar a placa de rede e desligar o PC (imagem abaixo).

3> Depois do Windows novamente ligado entrar no programa Setup e desativar o Onboard LAN Controller. Em seguida, reiniciar o Windows e já carregado na memória RAM, fazer um Logoff e, de volta a área de trabalho do Windows, reiniciar o PC, entrar no programa Setup e ativar o Onboard LAN Controller.

4> Também deve-se remover aquele link que é criado para se conectar a Internet (quando não se usa o CD de instalação do Speedy, por exemplo) e recriar o mesmo depois do Windows ter reiniciado.




5> Outro tipo de manutenção que se deve fazer a cada seis meses, no máximo, é no cabeamento e nos respectivos conectores (RJ-11 e RJ-45, mais detalhes no final desta matéria), pois estes componentes podem se danificar (quebrar a trava de segurança, por exemplo) e não fazer o contato direito, causando problemas na conexão.

6> Agora clicar com o botão direito no nome da placa de rede (SIS 900, por exemplo) e clicar na opção Verificar se há alterações de hardware. Esta opção atualiza o dispositivo para o driver já instaladocaso esteja instalado.

7> O mais correto mesmo é Desinstalar o dispositivo, desligar o PC, ligá-lo, entrar no programa Setup e, dentro deste, procurar pelo item Integrated Peripherals (Dispositivos integrados) e desativar a opção Onboard LAN Controller (ou algo similar). Agora teclar (Esc), F10 e (Enter) para inicializar o Windows:

8> Outro detalhe se refere as crimpagens corretas (imagens abaixo) do fios condutores nos respectivos conectores que, caso não seja feita de acordo com os padrões, pode gerar interferências na sinalização e a conexão funcionar mais devagar ou com interrupçõs momentâneas.

9> Deve-se também evitar as dobras aleatórias nos cabos de Rede e de telefonia, as expansões da linha telefônica e cabos com sobras não deve ultrapassar mais de dois metros.

Mais velocidade para as conexões de Rede e Speedy
Caso o seu PC esteja conectado numa LAN (Local Area Network) ou a Internet via banda larga usando o Speedy (da Telefônica), por exemplo, pode-se aumentar a velocidade de sua conexão. Para isto basta seguir estes passos:

1> Clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do Meu computador, selecionar Propriedades/ Hardware/Gerenciador de dispositivos.

2> Clicar agora no sinal de + do item Adaptadores de rede (Placa de rede), clicar com o botão direito do mouse no item: Adaptadores de rede, selecionar Propriedades/Avançado.

3> No campo Propriedades: procurar pela opção denominada de Connection Type (Tipo de conexão), encontrando-a mude o valor (no campo Valor:) para 100BaseTXFullDuplex.

OBS:
Caso sua placa de rede seja uma modelo mais antigo que opera no modo de 10 Mbps, deixar o valor no modo de AutoDetect (ou Negociação automática).

Banda larga - Mais velocidade nas transmissões
Esta dica é para tornar a sua conexão a Internet mais rápida, caso esteja usando banda larga Speedy (da Telefônica), por exemplo. Como o Speedy (em muitas cidades) ainda utiliza as arcaicas linhas de transmissão cabeadas (cabos de cobre), a conexão a Internet – mesmo sendo chamada de banda larga – ela não é tão rápida como deveria ser.




Seria sim, caso as linhas de transmissão fossem feitas com cabeamento óptico. Portanto, para tornar a conexão um pouco mais veloz siga estes passos:

1> Clicar com o botão direito no ícone Meus locais de rede, selecionar Propriedades, clicar com o botão direito no item “Conexão local” e selecionar Propriedades. Na tela “Propriedades de conexão local”, na guia “Geral” marcar todos os itens que se encontra em “Esta conexão usa estes itens:”.

2> Clicar agora com o botão direito do mouse na conexão banda larga (internet@speedy.com.br, por exemplo) e selecionar Propriedades, na guia “Geral” e no campo Nome do serviço digitar este endereço: internet@speedy.com.br, caso sua conexão banda larga seja o Speedy (da telefônica) e o provedor seja speedy.

3> Agora, ir ao Iniciar>Executar, no campo Abrir: digitar gpedit.msc e clicar no botão OK. Na janela que se abre (Diretivas de grupo) clicar no item Modelos administrativos>Rede>Agendador de pacotes QoS>Limitar largura de banda reservável, clicar na opção Ativado e mudar o valor para 1 (1%).

4> Não deixar em 0 (zero), isto porque muitos arquivos de vídeo da Web necessitam de alguma banda reservável para poder funcionar corretamente. Portanto, uma banda reservável de 1% para o QoS está de bom tamanho.

Cabo telefônico para o Modem DSL
Como todos sabem – ou quase todos –, o cabo telefônico que liga o Modem DSL a linha telefônica (imagem abaixo, a esquerda) foi desenvolvido para ser usado nos aparelhos telefônicos (com fio ou sem fio – na base). Posteriormente era (e ainda é) utilizado no Modems PCI para as lentas conexões discadas, e usando conectores RJ-11 (Registered Jack ou Tomada Registrada com código 11).




Portanto, como este cabo (imagem acima, e a esquerda) NUNCA foi desenvolvido para se usar nas conexões a Internet no modo discada, e muito menos para se usar nas conexões a Internet no modo de banda. Isto por ele ser totalmente inadequado, limitado e fraco para as transferências que são feitas em alta velocidade entre a linha telefônica e o Modem DSL, já que a linha telefônica externa usa o cabo de um par torcido e balanceado (fio branco e fio azul) para as transmissões externas  – entre a tomada na casa do usuário e a central telefônica.
E devido a isto podem ocorrer quedas acentuadas (na verdade ocorrem) nas transferências de dados entre a tomada na parede da linha telefônica até chegar ao Modem DSL, mesmo sendo de curta distância. Principalmente quando se está baixando programas pesados como vídeos e jogos, por exemplo.
Além disso, cabos com diferentes bitolas (ou diâmetros mais grossos/mais finos), emendas e dobras aleatórias geram interferências e resistência elétrica (diminuição da velocidade nas transmissões) no sistema todo.
As transferências de dados entre o Modem DSL e o PC, quando não existe (ou quando existe) o dispositivo roteador instalado no sistema, são feitas por meio do cabo par trançado de 8 fios condutores, conhecido por: RJ-45 (Registered Jack ou Tomada Registrada com código 45 – mais detalhes sobre o mesmo no final desta matéria).
Como ter alta velocidade de 8 Mbps (Mega bits por segundo), por exemplo, que na verdade é 1 MBps (Mega Byte por segundo) nas transferências de dados nas conexões banda larga, quando se utiliza um cabo para transferências de dados nas conexões discadas que opera a menos de 60 Kbps (Kilo bits por segundo), que na verdade é 7.5 KBps (Kilo Byte por segundo).
Para resolver este problema basta fazer um cabo típico para o Modem DSL. E para isto, basta usar o cabo da linha telefônica externa de um par torcido e balanceado (fio branco e fio azul) para as transferências externas entre o usuário e a central.
Ou então, usar um par de fios (pode ser o par formado pelo fio branco do azul e fio azul; pelo par formado pelo fio branco do verde e fio verde; pelo par formado pelo fio branco do laranja e fio laranja; ou pelo par formado pelo fio branco do marrom e fio marram) do próprio cabo par trançado para redes de computadores (imagem acima, a direita). O tamanho mínimo deve ser de dois metros.




Para que este cabo dê mais proteção ao Modem DSL e ao telefone sem fio, por exemplo, proteção esta contra picos elétricos das descargas elétricas que vem pela linha telefônica, pode-se enrolar o mesmo (imagem acima, a direita) e, em seguida, dobrá-lo e torcer como bem mostra a imagem acima, parte inferior da mesma.

Obs.:
Pode-se fazer o mesmo, ou seja, substituir os cabos para telefones (com fio ou sem fio – imagem acima, a esquerda) pelos cabos crimpados com os pares de fios dos cabos par trançado para redes de computadores (imagem acima, a direita).

Cabeamentos precários e gambiarras
Outra grande limitação as transmissões de banda larga é com relação ao sistema de cabeamento de cobre – bem arcaico e precário também –, mais as gambiarras nas caixas de distribuições das linhas telefônicas na maioria das cidades, como bem podemos ver nesta imagem acima. Portanto, banda larga mesmo só está no nome.
Além de essas linhas telefônicas serem de cobre, precárias e arcaicas, elas ainda compartilham sinais, ou seja, são usadas para transmissões de voz (telefones fixo), imagens e dados (banda larga).
Portanto, só teremos banda larga de verdade quando todos os sistemas de cabeamentos de cobre (precários e arcaicos) forem substituídos por cabeamentos de fibra óptica*, e as gambiarras nas caixas de distribuições não mais existam nas linhas de telefonia.


Conectores “RJ-45” (Registered Jack)
Este termo técnico se refere ao conector RJ-45 (Registered Jack ou Tamada Registrada com código 45 – veja na imagem abaixo alguns modelos exemplos), conector este muito empregado nas redes de computados cabeadas. Esse tipo de conector segue o padrão EIA/TIA.
Com relação aos conectores modelos RJ-45 e padronizados pela EIA/TIA, com codificação 568A e 568B, as pinagens (ver a terceira imagem acima) estão assim distribuídas (veja a Tabela). Segundo a tabela abaixo, o esquema de comunicação fica sendo esta:
>TD (Transmission Data ou Transmissão de dados);
>TX (Transmitter ou Transmissor);
>RD (Receive Data ou Receber dados);
>RX (Receive ou Receber);
>Nd (Não documentado ou Não reservado).




Como podemos ver na terceira imagem acima o padrão/codificação 568A, para transferências a 10 e 100 Mbps (Mega bits por segundo), usa os seguintes fios descritos abaixo. Já para as transferências em Gbps (Giga bits por segundo) a crimpagem é diferente como podemos ver nesta mesma imagem.
>Branco do verde/Verde crimpados no Par 3;
>Branco da laranja/Laranja crimpados no Par 2;
>Branco do azul/Azul crimpados no Par 1;
>Branco do marrom/Marrom crimpados no Par 4;
Além disto, os conectores RJ-45 são disponibilizados em quatro subtipos, cada um desses subtipos é empregado no respectivo tipo de cabo. O “primeiro” tipo de conectores RJ-45 é utilizado com cabos UTP com condutores sólidos (fios rígidos) e possui “oito” vias elétricas para o tráfego de dados.
O “segundo” tipo de conectores RJ-45, também empregado com cabos UTP, mas com condutores flexíveis (fios retorcidos), possui “oito” vias elétricas para o tráfego de dados.
O “terceiro” tipo de conectores RJ-45, é empregado com cabos do tipo ScTP (Screend Twisted Pair), com condutores sólidos, possui “nove” vias elétricas, sendo “oito” para o tráfego de dados e “uma” para o sinal de terra.
O “quarto” subtipo de conectores RJ-45, é empregado com cabos do tipo ScTP (Screend Twisted Pair), mas com condutores flexíveis, também possuindo “nove” vias elétricas, sendo “oito” para o tráfego de dados e “uma” para o sinal de terra.

                                                                                  Por: Jkbyte

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


PCs com problemas – Quais os motivos?

Windows com problemas – Quais os motivos?

Usuários com problemas – Quais os motivos?

Os PCs, principalmente os mais modernos e potentes contando também com processadores potentes, tais como: Intel i3, Intel i5 e Intel i7 (todos com 8 núcleos, 4 físicos e 4 lógicos); AMD Bulldozer FX 8150 (8 núcleos), AMD Bulldozer FX 8120 (8 núcleos) e AMD Bulldozer FX 6100 (6 núcleos), utilizam de vários componentes puramente eletrônicos para serem produzidos. Componentes estes tais como, por exemplo – estes listados abaixo:
Fonte de energia, placa-mãe, processador (modelos modernos contam com mais de 800 milhões de transistores (na verdade são micros-transistores); módulos de memória SDRAM transistorizada, placa gráfica (modelos mais recentes contam com mais de 1 bilhão de micros-transistores); HD, drive leitor/gravador de CD/DVD, placa de som, placa de rede, e outros componentes adicionados ao PC.




Já os motivos – também podem ser muitos – pelos quais os usuários terão problemas estão relacionados diretamente com suas atividades profissionais e, provavelmente com a sua respectiva saúde. Ou seja, PCs e/ou Windows com problemas suas atividades param, seu comércio para, as vendas também param; o jogo para, o acesso a Interna para – é aí que as preocupações começam e a saúde física se debilita.
Portanto, os motivos – podem ser muitos também – que causam algum problema (ou muitos problemas) nos PCs, e também, no sistema Windows instalado nesses PCs podem estar relacionados direta ou indiretamente com os seguintes fatores que estão descritos nos mais de vintes passos abaixo.

1> Gambiarra na rede elétrica
Quase sempre a rede elétrica para os PCs são mal feitas, ou seja, sem o devido aterramento elétrico – ou se existe, é alguma gambiarra. Usuários de PCs não querem ter problemas com seus PCs e Windows, entretanto, não dão a mínima para a tomada onde os PCs estão ligados, e para piorar, instalam estabilizadores de péssima qualidade que custam abaixo de R$100,00. Em muitos casos, além do PC, podem ter outros equipamentos ligados numa única tomada do tipo benjamim – veja a imagem acima e o link: http://www.coopcert.com.br/dicas/dica1.html

2> Fonte, filtro, estabilizador e no-break
Também aqui, a fonte; o filtro, o estabilizador ou o no-break (caso se esteja usando algum desses três dispositivos) são de má qualidade, principalmente o estabilizador, e/ou equipamentos estes que podem estar pedindo para serem aposentados. Principalmente se os mesmos estiverem ligados numa rede elétrica descrita no passo (1>) e numa tomada tipo benjamim.

3> E os desligamentos errados dos PCs
O que se mais vê e que mais contribui diretamente para que ocorram vários problemas com o PC e principalmente com o Windows – na verdade com seus respectivos arquivos –, são os desligamentos errados dos PCs no dia-a-dia destes. Muitos usuários desligam os PCs diretamente, ou seja, retirando bruscamente da tomada da parede o cabo de energia que alimenta a fonte do PC. Ou também, desligam os PCs diretamente pela chave do estabilizador, por exemplo, às vezes com o pé. Também as interrupções bruscas da energia elétrica da rua pelas descargas de raios (veja a imagem abaixo) e as falhas bruscas dos estabilizadores de má qualidade podem causar vários problemas nos PCs, principalmente nas fontes sendo que estas podem se queimar rapidamente; na placa-mãe, no HD e no Windows – corromper os arquivos de sistema.

4> Arquivos corrompidos ou deletados
Com o desligamento direto e brusco os usuários interrompem bruscamente todo o processamento que o Windows estava mantendo na memória RAM, e como a memória RAM é do tipo volátil, perde-se tudo o que estava gravado nela quando não está energizada. Portanto, ao desligar ou reiniciar e ligar novamente o PC o Windows não carrega devido alguns arquivos estarem corrompidos ou faltando – foram deletados –, ou seja, não foram salvos corretamente com o desligamento incorreto.




5> PCs com montagem mal feita – até de fábricas
Quando os PCs são mal montados, isto é, dispositivos internos dos PCs mal instalados, isto é de praxe entre usuários e técnicos mechânicos – *inclusive PCs de fábricas. Para os técnicos mechânicos e usuários leigos, montar PCs é simplesmente abrir o gabinete, emparafusar a fonte de alimentação, a placa-mãe, o HD, o drive leitor/gravador de CD/DVD; espetar e emparafusar as placas de expansão e módulos de memória, etc. Montar PCs é uma arte e exige técnica que poucos contam com ela.
*Por falar em PCs de fabricas com montagens meia-bocas, alguns fabricantes de PCs do Brasil – a Kelow, por exemplo – colocam cola-quente em excesso que fica praticamente impossível retirar um cabo SATA, por exemplo, sem danificar o conector SATA na placa-mãe. Que pessoal IGNORANTE, a garantia deve estar do lado de fora do gabinete, ou seja, corretamente lacrado.

6> HD mal particionado e formatado
Estes também – partições e formatações do tipo meia-boca – são grandes causadores de problemas quando o HD foi mal particionado e mal formatado. Ou seja, quando se faz a formatação rápida o que é feita é somente renovar a tabela de partição e respectiva tabela de formatação já gravada no HD – não é feita a partição e formatação propriamente dita. Primeiramente, antes de se fazer uma nova formatação deve-se ZERAR o HD com utilitários tais como: MBRWipe.COM e MBRWork.exe.

7> Partição e formatação agressiva
A verdadeira formatação do HD é quando selecionamos – no caso do XP, por exemplo – a formatação completa e mais agressiva também que, num HD de 500 GB, demora horas. Outra forma de fazer uma formatação completa, agressiva, demorada e muito eficiente, principalmente quando se deseja eliminar pragas e erros lógicos na mídia do HD, é bootar o PC com o CD do Me (Windows Millennium Editon) e no prompt do A:\> digitar esta linha de comando:
format c:/u/v/c  e teclar (Enter)

OBS:
Para se fazer esta formatação pelo Windows Me, o leitor de CD/DVD deverá ser do tipo IDE/PATA, portanto, se você é técnico reserve um PC cobaia para essas tarefas.

8> E a limpeza de disco – é pecaminoso?
Quem em sã consciência se atreveu a fazer a limpeza de disco e respectiva desfragmentação dos arquivos gravados no disco semanalmente. Digo em sã consciência pelo seguinte: Parece-me que para os usuários de PCs fazer limpeza de disco e a respectiva desfragmentação dos arquivos do Windows e dos arquivos de programas instalados no Windows, é algo pecaminoso e proibido pelo Papa – somente alguns têm coragem para isto. A limpeza de disco no XP, por exemplo, ajuda a corrigir erros e a eliminar arquivos inúteis que podem estar contaminados por vírus. O correto mesmo é fazer a limpeza de disco e desfragmentação do mesmo já no término da instalação do Windows (todos).




OBS:
Além dos utilitários do Windows (cleanmgr e Desfragmentador de disco), na Internet existem ótimos utilitários para essas funções:
CCleaner, MV RegClean 5.5, Portinho, RegCorretor, Registry Mechanic, Wise Disk Cleaner; pagedfrg, UltimateDefrag, PuranDefragFreeSetup e Defraggler.

9> Windows mal instalado – Windows problemático
Quando o sistema operacional Windows XP – principalmente este – não foi corretamente instalado e, como já citado por alguns colegas, está com arquivos de sistema corrompidos ou faltando, devem ser corrigidos, reinstalados e, ou então, atualizados. E a limpeza de disco também pode recuperar arquivos corrompidos, já que durante a limpeza de disco o sistema pode pedir para inserir o CD do XP (imagem abaixo) para poder recuperar determinado arquivo (ou arquivos). Portanto, se você nunca fez a limpeza e respectiva desfragmentação do disco, faça, não é pecado.

10> Arquivos com erros ou faltando
Muitas vezes quando se está instalando o XP é reportado na tela do monitor mensagens dizendo que o instalador não conseguiu copiar para a memória RAM e, em seguida, copiar para a pasta Windows no HD, tal arquivo – som.dll, por exemplo –, dando a opção de repetir a cópia (teclar Enter) ou ignorar (teclar Esc). Isto pode estar ocorrendo devido aos seguintes fatores: Fonte de alimentação fraca, mídia do CD/DVD suja ou muito usada, HD com problemas ou mal formatado ou problema com o cabo; problemas com a memória RAM, processador muito quente, leitor de CD/DVD ruim – são os principais fatores que contribuem diretamente.

11> A ferramenta sfc –scannow resolve
E muitos técnicos e usuários – técnicos mechânicos em hardware e usuários leigos – teclam (Esc) em vários arquivos quando o programa instalador do Windows não consegue copiá-los para a memória RAM e, em seguida, para a pasta Windows no HD. Neste caso pode-se usar o utilitários do próprio Windows, o sfc –scannow  no Executar... do XP, sendo que será mostrada a Proteção de arquivos do Windows pedindo para inserir o CD de instalação (veja a imagem acima).

OBS:
Também podemos usar esta ferramenta no W7, por exemplo, para isto basta ir no Iniciar>Executar... (ou teclar este conjunto de teclas: Tecla Windows+R) e digitar cmd e clicar no botão OK. Já na janela do “cmd” (comand) digitar sfc –scannow e teclar (Enter) – aguardar alguns minutos.




12> Arquivos infectados com vírus
Também não se deve descartar a presença de arquivos do seu sistema operacional infectados com vírus; nos arquivos de programas instalados e/ou nos dados pessoais. O PC não pega vírus, são os arquivos do Windows (principalmente quando são baixados da Internet ou modificados) e dos respectivos programas instalados no Windows que são infectados por vírus, principalmente quando o PC fica muito tempo (horas e horas) conectado na Internet e usando um único endereço IP. Deve-se reiniciar o PC a cada três horas, no máximo, com isto muda-se o endereço IP dificultando a invasão por vírus ou por hakers (veja a imagem acima – imagens Hakers na Internet).

13> Windows XP que não carrega
Caso ocorra do seu XP, por exemplo, não carregar no modo normal, deve-se reiniciar o PC, ficar teclando seguidamente a tecla “F5” (tecla F8 é para o Vista e W7) até surgir uma tela preta com os primeiros caracteres em brancos. Nesta tela, selecionar Modo de depuração (filtrar arquivos com erros) e teclar (Enter) duas vezes, caso o problema não seja solucionado repetir o processo, mas, agora, selecionar a opção “Última configuração válida” (último carregamento normal do XP) e teclar (Enter) duas vezes. Nesta mesma tela preta com caracteres em brancos constam outras opções que podem ser usadas – como diz aquele comediante da Praça é nossa: “Vai que cola, ou seja, vai que uma delas da certo”.

14> Todos os Modos seguros possíveis
Mesmo executando o indicado no passo (13>) acima e o problema não foi resolvido, deve-se reiniciar o PC, ficar teclando seguidamente a tecla “F5” até surgir uma tela preta com os primeiros caracteres em brancos. Já nesta tela onde se pode ver o “Modo seguro” (primeira opção), selecionar esta opção e teclar (Enter) duas vezes. Pode-se também selecionar a opção Modo seguro com rede onde podemos fazer muitas coisas – emergencialmente, é claro –, inclusive, navegar na Internet se a sua rede (com fio) estiver ativada.

15> Modo seguro com linhas de comando
Também aqui podemos optar pelo “Modo seguro com prompt de comando”, para aqueles que dominam este modo – como os administradores de redes, por exemplo – e corrigir problemas no Windows usando as linhas de comando como, por exemplo: chkdsk /v/x/f/r/i/c  e teclar (Enter).




16> Manutenção completa pelo Windows Me
Outra forma de se fazer uma manutenção completa, mais agressiva, demorada e muito eficiente, principalmente quando se deseja eliminar erros lógicos na mídia do HD. Durante a execução do escaneamento pelo Scandisk, caso o HD tenha algum bad block (setor ruim) será mostrada na tela (veja esta imagem acima) a localização, e caso este bad block esteja no início do HD podemos isolar esta área e usar o HD normalmente.

17> Correção completa de erros
Para se fazer a manutenção completa usando o Me (Windows Millennium Editon), basta bootar o PC com o CD do Me e no prompt do A:\> digitar esta linha de comando abaixo. Observar que o Me só roda em drives leitores de CD/DVD IDE/PATA e só suporta partição FAT32, portanto, o HD deverá estar formatado com este sistema de arquivos.
scandisk c:/autofix/nosave/nosummary/surface

18> Restauração do sistema – a solução definitiva
Também no “Modo seguro com prompt de comando” podemos restaurar o sistema mais cedo com esta linha de comando descrita abaixo e teclar (Enter – veja a imagem abaixo). Aqui temos uma opção bem interessante e bem útil também, podemos acessar a área de trabalho do Windows XP teclando Cfrl+Alt+Delete selecionar Gerenciador de tarefas, no campo em branco digitar Explorer e clicar no botão OK.

%systemroot%\system32\restore\rstrui.exe

19> Será preciso reinstalar! Será?
Caso não se resolva o problema depois de todas as dicas acima executadas, será preciso reinstalar o XP a partir do CD de instalação do mesmo – nada daquilo que está gravado no HD será perdido. Isto pode ser feito pelos Modos seguros descritos acima, principalmente – se você ainda sabe – no Modo seguro com prompt de comando, para isto basta teclar Cfrl+Alt+Delete selecionar “Gerenciador de tarefas”, no campo em branco digitar Explorer e clicar no botão OK.



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20> Windows não carrega nem no Modo seguro
Caso o Windows não carregue em nenhuma das três opções dos Modos seguro descritos acima, para reinstalar o XP, por exemplo, sem perder nada da configuração e dados (fotos, documentos.doc, por exemplo). Para isto basta bootar a máquina com o CD de instalação e deixar carregar como se fosse instalar o XP a partir do zero.

21> Aqui, na 1ª. tela que aparecer teclar “Enter”; na 2ª. teclar “F8” (se você tiver paciência leia os termos do contrato); e na 3ª. tela teclar “R” (de Reinstalação) para que o Windows seja reinstalado, os arquivos de sistema sejam restaurados e nada seja perdido do HD. Muitas das dicas acima também são válidas para o Windows 7 e 8.

                                                                                          Por: Jkbyte